Edição Atual

Editorial

É com imensa satisfação que realizamos mais uma edição da Revista Aproximação! Neste período de 2015.1, com a nova comissão editorial já consolidada, porém mantendo nesta nona edição e nas demais por vir o propósito herdado dos antigos membros da revista. Tal compromisso não poderia ser outro senão servir como terreno para que os jovens graduandos tenham uma primeira oportunidade de fertilizar suas ideias e reflexões em busca de uma transformação da realidade social nas suas mais diversas instâncias.

No entanto, a preservação desse espaço de possibilidades que nossa revista abre àqueles que iniciam a carreira acadêmica não poderia ser mantida, nem ao menos concebida, caso não contássemos com a inestimável participação dos professores e doutorandos colaboradores, que ampararam os artigos aqui publicados com suas análises e sugestões.

Não podemos deixar de mencionar o tempestuoso momento em que vivemos nas universidades públicas, onde cada vez mais verbas são cortadas, resultando em trabalhadores com seus salários reduzidos e atrasados, diminuição na quantidade de bolsas de estudo disponíveis, péssimas condições de assistência estudantil, etc. Diante desse cenário árido, estudantes, técnicos e professores se mobilizam em greve para que suas exigências sejam cumpridas e garantam uma melhor qualidade na educação pública brasileira. Posto isto, deixamos aqui nosso total apoio a todos aqueles que se organizam e lutam por essas melhorias nas condições de vida da população.

Então sem mais delongas, apresentamos agora os trabalhos que compõem a nona edição. Neste semestre, podemos contar com uma riqueza plural de temas desde filosofia medieval muçulmana até estudos contemporâneos a respeito do erotismo. Começando pelo artigo de Elis Bondim, que pretende introduzir a concepção da filosofia como modo de vida na Grécia Antiga, como descrita por Pierre Hadot. Em seguida, encontramos a abordagem de Michelle Belatto sobre o Fedro de Platão, com o intuito de nos indicar uma relação entre a retórica, a psicagogia e a dialética que compõem a obra. Temos também o importante questionamento levantado pela Luciana Brito acerca da origem e ordem do mundo a partir da filosofia materialista do pensador anarquista Mikhail Bakunin. Alexandre Starnino traça um diálogo entre a noção de psique de Nietzsche e Freud, com a finalidade de discutir sobre a possibilidade ou impossibilidade de afirmação do eterno retorno como um imperativo existencial. O graduando Willian Borges busca evidenciar qual seja o papel exercido pelo argumentum libertatis na Opera Politica de Guilherme de Ockham. Enquanto o André Quirino analisa criticamente as noções de violência, sagrado e morte de acordo com o texto O Erotismo, de Georges Bataille. Já a Carolina Rubira explora a leitura metafísica que o filósofo árabe Al-Farabi faz de Aristóteles a cerca do ‘Ser Primeiro’. Logo após, temos o texto de Rafael Vogelmann que nos traz uma refutação sobre a incapacidade do cognitivismo moral não-naturalista dar conta de nossas noções morais. O artigo de Kairon Araujo nos instiga a refletir sobre a ideia schopenhauriana de felicidade enquanto supressão temporária da dor. Por fim, temos o artigo do mestrando Matêus Cardoso, a respeito das noções de Richard Rorty sobre a relação entre Verdade e Realidade e sua chamada Cultura Literária.

Desejamos uma excelente leitura a todos!

Comissão Editorial – Revista Aproximação.

Artigos

A Filosofia como modo de vida na Grécia Antiga, segundo Pierre Hadot – Elis de Aguiar Bondim Ribeiro de Oliveira

A retórica psicagógica no diálogo Fedro – Michelle Belatto

Da animalidade à humanidade: ontologia na obra de Mikhail Bakunin – Luciana Brito

Nietzsche com Freud: sobre a possibilidade ou impossibilidade da afirmação do eterno retorno – Alexandre Starnino

O argumentum libertatis na Opera Politica de Guilherme de Ockham – William Saraiva Borges

O que está além do erotismo: Georges Bataille em perspectiva – André Gomes Quirino

O ser primeiro n’O livro das opiniões dos habitantes da cidade excelente, de Al-Farabi – Carolina de Pontes Rubira

Refutação do cognitivismo moral não-naturalista – Rafael Graebin Vogelmann

Schopenhauer: o prazer enquanto ausência de dor – Kairon Pereira de Araujo Sousa

Sociedade, literatura e contingência – Matêus Ramos Cardoso

(Clique aqui para baixar a edição atual completa)

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